Icesp apresenta inédito sistema de imagens para guiar cirurgias

A novidade tecnológica para retirada de tumores foi apresentada nesta quinta-feira (4) com a presença do governador Geraldo Alckmin
O Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), ligado ao Hospital das Clínicas do Estado de São Paulo e à Secretaria de Estado da Saúde, passa a contar com um inédito sistema de imagens que permite acompanhar o mapeamento circulatório do paciente durante as cirurgias de retirada de tumores ou reconstrução plástica.

A tecnologia pioneira na área da saúde pública, que utiliza um sistema de fluorecência a laser para guiar o cirurgião durante as intervenções cirúrgicas, foi apresentada nesta quinta-feira (4) em evento que teve presença do governador Geraldo Alckmin.

O governador descreveu o sistema como uma conquista importante e inovadora. “É uma grande conquista para a medicina paulista e brasileira. O novo equipamento de fluorecência a laser é único no país, tanto em hospital público quanto privado. O Icesp está na vanguarda da tecnologia. O aparelho traz mais segurança, diminui o sangramento e risco de necrose. E o mais importante: tudo de graça, através do SUS. São os avanços da medicina de São Paulo para aqueles que mais precisam”, disse Alckmin.

O investimento para a compra do equipamento, no valor de R$ 5 milhões, foi obtido através do Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon), com base na Lei 12.715/12, que permite a doação de 1% do imposto de renda por parte de empresas tributadas pelo lucro real ou pessoas físicas para projetos ligados à área oncológica.

O sistema também permite que o cirurgião seja guiado durante a cirurgia por um sistema similar ao GPS (Sistema de Posicionamento Global, sigla em português), que utiliza a luz verde para detectar o linfonodos, gânglios linfáticos que contém células do sistema imunológico, mas que em alguns casos podem ser acometidos pelo câncer quando localizados perto de um tumor. Nesses casos, eles devem ser retirados na cirurgia.

A novidade faz parte de um protocolo do Icesp que irá beneficiar 370 pacientes, ao longo de 36 meses, em procedimentos minimamente invasivos, em cirurgias convencionais ou robóticas, de cinco especialidades: aparelho digestivo, cabeça e pescoço, plástica, ginecologia e urologia.


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